quarta-feira, 11 de março de 2015

Aulas de Culinária para crianças da Educação Infantil

Por Theodora Maria Mendes de Almeida

“A vida de um grupo tem vários sabores... No processo de construção de um grupo, o Educador conta com vários instrumentos que favorecem a interação entre seus elementos e a construção do círculo com ele. 
A comida é um deles.
É comendo juntos que os afetos são simbolizados, expressos, representados, socializados.
Pois comer junto, também é uma forma de conhecer o outro e a si próprio.
A comida é uma atividade altamente socializadora num grupo, porque permite a vivência de um ritual de ofertas. Exercício de generosidade. Espaço onde cada um recebe e oferece ao outro o seu gosto, seu cheiro, sua textura, seu sabor.
Momento de cuidados de atenção.”
Madalena Freire, do livro “Grupo”


Há muito tempo realizamos com nossos alunos atividades que envolvem o preparo de alimentos.  No começo, na Educação Infantil, isto acontecia de forma bastante informal, mas já percebíamos o enorme fascínio das crianças pelo espaço da cozinha, muitas vezes uma área “proibida”, restrita apenas aos adultos.
Com o tempo, estas atividades foram tendo uma importância muito grande no dia-a-dia da Escola. O interesse dos alunos foi contagiando a todos. Em 96, tornamos a proposta da Culinária parte integrante do nosso currículo de Ciências Naturais. A curiosidade e o espírito de investigação foram sendo alimentados (literalmente) pelas experiências constantes e contínuas que envolviam o desenvolvimento das primeiras atitudes científicas.
Estes elementos foram enriquecendo o trabalho e nos levando a criar outros caminhos. Foram aparecendo, no desenvolvimento do processo, as demais áreas de conhecimento: a Matemática através das medidas (de quantidade, de tempo) e jogos de estimativa; a Língua Portuguesa na leitura e na escrita dos rótulos e receitas; a Geografia e a História, através de receitas típicas e suas origens culturais; a Arte de modelar e imaginar novas formas de preparar os alimentos, nos deram a possibilidade de realizar um trabalho completo e integrado.

Além disso, é claro, o imenso prazer pelo resultado na hora da “degustação”!

“Há mais fenômenos na cozinha do que pode imaginar nossa vã (e deliciosa) gastronomia. Mas não são fruto do acaso nem passe de mágica: na verdade, resultam de importantes e às vezes complexas reações químicas. A cozinha é, portanto, um grande e divertido laboratório científico, e conhecê-lo em detalhes pode ser uma viagem fascinante.”
Do livro “Um cientista na cozinha”, de Hervé This

 

Assim, estes são nossos objetivos principais:
- Propor atividades que propiciem a exploração de fatos cotidianos;
- apontar as questões relativas à qualidade da alimentação, para o desenvolvimento de uma vida saudável;
- enfatizar os cuidados necessários com higiene e segurança no preparo dos alimentos;
- explorar objetos variados, levantando suas características de forma, tamanho, espessura, textura, cor, odor, sabor, entre outras;
- possibilitar a observação de mudança de estado físico: líquido para sólido, líquido para gasoso, de acordo com a temperatura e a intervenção nos objetos;
- estimular o levantamento de hipóteses sobre os resultados que seriam obtidos;
- possibilitar o contato com a leitura de rótulos e das receitas, ampliando o vocabulário;
- alertar para a necessidade de reaproveitamento de embalagens e reciclagem do lixo;
- transmitir conteúdos socioculturais, como a origem de receitas típicas de lugares específicos;
- valorizar a socialização por meio da troca e da união do grupo na hora de preparar e experimentar os alimentos.

 

Nossa experiência foi compartilhada no site do Educar para Crescer. Acesse 

quarta-feira, 4 de março de 2015

Da ponta do verso

Desde o início de sua vida escolar, os alunos têm contato com a nossa cultura popular, pelas cantigas de roda e brincadeiras cantadas da nossa tradição oral e este aprendizado continua ao longo de todo o curso, com diferentes gêneros abordados. Neste texto para o nosso blog, o Prof. Paulo, que dá aulas de Português no Ensino Médio, nos faz mergulhar na beleza destes textos em verso.

Da ponta do verso
Por Paulo M. Ribeiro

O verso é a escrita antes da escrita. Mais que qualquer outra mensagem linguística, aquela que está em verso é capaz de, passando pelo coração, ficar marcada, palavra por palavra, na nossa memória. Ou o reverso: a mensagem versificada entra pela cabeça e se aloja no coração – uma ideia mais condizente com a expressão de cor. Seja verso ou reverso, o fato é que quando as palavras estão arranjadas desta forma o saber “timtim de cor por timtim e salteado” não só faz mais sentido como também é mais fácil. Daí o importante papel do texto versificado na transmissão de conhecimentos, histórias e tradições nas culturas orais.

Dos elementos que concorrem para dar ao verso essa característica mágica, a métrica, que definimos como o comprimento do verso, é um dos mais importantes. É ela que confere ao poema a regularidade sobre a qual o ritmo será fundamentado, funcionando no texto como o compasso funciona na música.

No Ensino Médio, momento em que leitura se torna Literatura – a disciplina –, que o estudo sistemático do poema e de seus recursos formais, como a métrica, acontece de fato. Enquanto lidam com a escanção – o ato de analisar a métrica dos versos de um poema – essas pessoas não apenas percebem a articulação entre conteúdo e forma, como também descobrem as formas canônicas que se desenvolveram ao longo da história. Dessas formas tradicionais, a primeira que discutimos e conhecemos é a redondilha (para quem ainda não sabe, o verso composto por cinco ou sete sílabas poéticas: as redondilhas menor e maior).

A redondilha em si mantém uma íntima relação com a cultura popular e as tradições orais: algumas pessoas, estudiosas do assunto, afirmam que o tamanho da redondilha está em conformidade com nossos ritmos de fala e respiração e que esse fator fisiológico é um dos responsáveis pelo sucesso da redondilha, que sempre esteve na boca do povo. Ao longo de toda a idade média a redondilha dominou um cenário em que a palavra escrita era pouquíssimo acessível para pouquíssimas pessoas.

A redondilha foi o metro preferido na literatura ocidental escrita até o advento do verso de dez sílabas, durante o renascimento (séc. XVI). Mas na língua oral a redondilha não morreu com o fim do trovadorismo: a cultura popular manteve-a e ela sobreviveu e vive nas canções populares (e em outras formas de verso popular, como o cordel), como os desafios e repentes do nordeste, as modinhas de viola do sudoeste, a trova gaúcha. A análise dos trechos abaixo ilustra essa característica:

“Quan/ do/ tu/ do/ co/ me/ çou/           7
O/ Cri/ a/ dor/ pen/ sou/ bem/             7
Só/ e/ le/ po/ de/ di/ zer/                      7
De on/ de a/ po/ e/ si/ a/ vem/            7  (veja as elisões acontecendo nesse verso)
E/ quan/ do e/ le/ fez/ o/ mun/ do      7
Fez/ po/ e/ si/ a/ tam/ bém/”               7
(João Paraibano e Sebastião Dias)

Link do repente: https://www.youtube.com/watch?v=-CQqa70qmSw

Eu/ o/be/de/ço o/ Ta/bor/da               7
Flo/rei/a a/ gai/ta/, gai/tei/ro                7
Que/, fa/zen/do/ mi/nhas/ tro/vas      7
Per/co/rri o/ Bra/sil/ in/tei/ro                7
E ho/je/ vim/ pra/ Pa/sso/ Fun/do      7
Can/tar/ com/ Pe/dro/ Ri/bei/ro”        7
(Valdomiro Garcia)

Link da trova: https://www.youtube.com/watch?v=NAnGADyiBPI

Além desses cantares populares, a redondilha também é presença constante nas brincadeiras infantis e canções de ninar:

“Ci/ran/ da,/ ci/ ran/di/nha                       6
Va/mos/ to/dos/ ci/ran/dar/                     7
Va/mos/ dar/ a/ mei/a/ vol/ta                  7
Vol/ta e/ mei/a/ va/mos/ dar/”                 7

Nos versos do repente (quem viu o vídeo acima ouviu), um dos cantadores afirma que seu versejar se aprende na vida, não na escola. E aprendendo assim, foi capaz de fazer versos totalmente precisos e regulares. Como estes acima, os exemplos de técnica e elaboração na língua oral são inúmeros, basta termos ouvidos e pensamentos atentos o suficiente para perceber o quão presentes eles estão em nossas vidas e quanto saber e técnicas elaboradas se desenvolvem neles. 

O fantástico de começar pela redondilha é que suas características e sua história podem alimentar também uma discussão que é central no português da primeira série e está sempre presente nas séries seguintes: a relação entre língua escrita e língua oral, entre a cultura erudita e a popular, entre prestígio e desprestígio. Ao longo de todos os ciclos, inclusive (diria até: especialmente) durante o Ensino médio, devemos dar para as pessoas que estudam a possibilidade de pensar criticamente o valor das manifestações culturais e linguísticas de todos os níveis. Nesse caso específico, a redondilha nos ajuda a ver que não é apenas na cultura escolarizada e estudada que existe técnica e arte, mas que nas manifestações mais espontâneas do povo há sabedoria, elaboração e beleza.

E o fantástico desse fantástico é perceber quantas portas e quantos saberes uma pontinha de um detalhe, como o tamanho de um verso, pode render conforme nós nos enredamos no seu desenredar.

Os: o “timtim de cor por timtim e salteado” é do Guimarães Rosa, e está no incrível conto Pirlimpsiquice, do livro Primeiras estórias.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Lição de Casa – Uma atividade importante para a formação estudantil

Por Rosana Barbosa Nunes e Maria Angélica D. Mendes de Almeida

Young Girl Reading (1877). Seymour Joseph Guy

O ano letivo sempre começa com muita animação e envolvimento por parte de todos, mas, como manter esta animação? 

Aqui no colégio, a lição de casa aborda conteúdos importantes relacionados ao trabalho desenvolvido em sala de aula e, por essa razão, as propostas são diversificadas: podem ser um complemento à aula dada ou atuar como mais um espaço de reflexão sobre determinado assunto, ou ainda, “disparar” ou propor novas questões para serem pensadas pelo aluno e que serão posteriormente trabalhadas em sala.

Pretende-se, por meio desta atividade, contribuir para a formação de estudantes comprometidos com suas tarefas e preocupados com a qualidade de suas produções.

A partir do Grupo 5, introduzimos de forma sistemática as lições de casa, que são levadas pelos alunos uma vez na semana, aumentando gradativamente nas séries posteriores do Ensino Fundamental.

Neste momento em que a lição de casa passa a fazer parte da rotina da criança, é fundamental que os pais dediquem atenção especial, definindo horários para o trabalho, e escolhendo, com a criança, um local adequado para a realização das tarefas.

Antes de enviar para casa, temos um momento reservado para a apresentação das propostas, definindo as tarefas e explorando as possibilidades variadas de sua execução. Outro momento desta rotina também é destinado à retomada da lição anterior, podendo acontecer com o grupo todo ou a professora propondo uma revisão em pequenos grupos. 

Nossa preocupação não se restringe apenas aos conteúdos, mas à possibilidade de promover a socialização dos procedimentos utilizados e sanar as dificuldades encontradas pelos nossos alunos. O foco não é apenas se o aluno fez ou não seu trabalho corretamente, mas, se precisou de ajuda, como pensou para realizá-lo, ampliando, desta forma, a discussão sobre a postura de cada um frente às tarefas escolares.

Como os pais podem ajudar os filhos em casa:

Procurando saber se tem lição e se ela foi executada;

• Dispondo de um tempo diário para verificar ou acompanhar as tarefas do filho;


• Garantindo que haja, em casa, lugar disponível para que os deveres sejam feitos com  tranquilidade e concentração – nunca na sala perto de televisão ou na cozinha. Este local   deve ser bem iluminado, silencioso e com espaço para seu filho dispor os cadernos, livros e demais materiais;

• Garantindo que neste ambiente não haja elementos que dificultem a concentração, como  televisão ligada, videogame etc.;

• O acesso à Internet deve ser acompanhado de perto pelos pais: seu filho está mesmo usando o computador para fazer alguma lição?;

• Ajudando seu filho a criar uma rotina de estudos. Estabelecendo, com ele, um horário  diário para a realização das tarefas. Para os maiores, pelo menos 2 horas diárias para as  tarefas e leitura de livros paradidáticos.

O que é esperado dos alunos:

Que estabeleçam uma rotina, um tempo para o estudo
• Que mantenham seus materiais em ordem e em bom estado
• Que as tarefas sejam realizadas com capricho e dedicação
• Que não realizem a tarefa caso não tenham entendido a proposta, para que suas dúvidas sejam detectadas
• Que leiam os livros da Roda de Biblioteca
• Que revisem a lição antes de entregá-la
• Que contribuam com informações, caso sejam solicitadas
• Que pesquisem na Internet, sempre sob a supervisão de um adulto

Conforme os alunos vão crescendo e desenvolvendo suas habilidades como estudante, as exigências vão sendo ampliadas

Por que é importante que o aluno faça suas lições de casa diariamente no Ensino Fundamental II e Médio?

Porque esta é uma atividade que complementa o processo de aprendizagem e, ao realizá-la, o aluno tem a oportunidade de:

Desenvolver, cada vez mais, a autonomia e a responsabilidade para os estudos

É uma ocasião em que o aluno se vê sozinho para lidar com o que foi trabalhado em sala de aula. Além disso, tem que se organizar para realizar suas lições no dia marcado pelo professor e com a qualidade exigida por ele;

Pensar sobre seu próprio entendimento dos conteúdos trabalhados

O aluno pode constatar quais conteúdos ficaram bem entendidos e quais precisam de mais atenção durante as aulas – perguntar mais em sala, ler textos de apoio, realizar mais atividades etc. – para que ele possa avançar;

Praticar as habilidades aprendidas 

As lições podem servir para a sistematização de conceitos e procedimentos das diversas disciplinas estudadas.

Por que é importante para o professor que o aluno faça a lição de casa?

Quando faz a correção da lição em sala, o professor tem a oportunidade de perceber as dificuldades dos estudantes e seus avanços no entendimento do conteúdo estudado. Com isso, ele pode programar a necessidade de reforçar um conteúdo já trabalhado ou a passagem para a próxima etapa da programação dos conteúdos.

O aluno que não traz a lição de casa perde dois momentos importantes do processo de aprendizagem: 

1) aquele em que ele se vê sozinho, em casa, frente aos desafios do conhecimento e 

2) aquele em que ele checa, na hora da correção, junto com o professor, quais foram seus avanços e quais são suas necessidades de aprofundamento nos estudos.

Para saber mais, acesse o link:

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O afeto e o livro

por Lia Granado, professora do 5º ano

Começo de ano letivo, alunos novos, vínculos afetivos a serem construídos e estreitados. Vínculos estes que são de vital importância para que o aprendizado aconteça de maneira significativa e prazerosa. Vínculos que são essenciais no dia a dia, nas pequenezas da sala de aula e na formação dos alunos enquanto pessoas que farão a diferença.
Acreditamos que um dos momentos para que estes vínculos sejam estreitados em sala de aula é o momento da leitura mediada pelo professor. É neste momento que o professor e o aluno embarcam juntos em uma aventura, mediada por um objeto mágico – um livro! As emoções, os sentimentos, as preferências ficam transparentes neste momento e, neste compartilhamento, vamos nos conhecendo e criando laços.
Por isto, este objeto mágico precisa ser muito bem escolhido. Primeiro o professor precisa gostar do que está lendo – só assim poderá despertar o interesse do aluno e criar este clima delicioso em sala de aula. Em nossas reuniões de planejamento, antes do início do ano, discutimos qual seria o nosso primeiro livro de leitura mediada.

Cada professora relatou o motivo de sua escolha:

A VIDA DO ELEFANTE BASÍLIO - Erico Verissímo, Editora Cia das Letrinhas

“Este livro conta a história de um elefante, desde o seu nascimento, e de suas aventuras. O livro é cheio de emoções e mexe com o imaginário das crianças. Gosto muito do livro, pois os alunos tendem a se colocar no lugar do personagem e, junto com ele, vive suas alegrias, tristezas e lembranças. Esta é uma habilidade do grande Érico Veríssimo, por isto lemos toda a coleção.”
Gaby, professora do 2º ano



”A primeira leitura do 3º ano é um clássico da nossa literatura:  Monteiro Lobato em “Caçadas de Pedrinho”. Os alunos curtem muito as aventuras de Pedrinho! Antigamente as crianças brincavam na rua, nos sítios e este livro retrata muito bem este tipo de infância. Os alunos estão tão fascinados que estão realizando algumas brincadeiras do livro no morro da escola ”

Débora, professora do 3º ano:


   CAÇADAS DE PEDRINHO
    Monteiro Lobato 
 Editora Globo

 A BRUXA DO ARMÁRIO DE LIMPEZA E OUTROS CONTOS Pierre Gripari
Editora Martins Fontes


“Este livro eu conheci no ano passado, quando o li para meus alunos e eles “amaram de paixão”. Os contos são divertidos e cheios de suspense. Faço sempre uma parada estratégica, no meio da leitura, que deixa os alunos muito curiosos e querendo saber o que vai acontecer. Estes momentos são bem importantes para criarmos vínculos, pois nos divertimos muito juntos e comentamos muito sobre os contos. Isso nos aproxima bastante.”

Isa, professora do 4º ano




“Sou apaixonada pelo Brasil e acabei escolhendo este livro, pois queria compartilhar com meus alunos um pouco das nossas histórias, do nosso rico patrimônio cultural. Além disso, este livro tem muitas histórias interessantes e intrigantes, que despertam a curiosidade dos alunos desta faixa etária. Quando estou lendo, posso observar seus olhos atentos, sorrisos, expressões de medo, enfim, estes momentos tão deliciosos para todos!”

Lia, professora do 5º ano



VIAGEM PELO BRASIL EM 52 HISTÓRIAS, Silvana Salerno
Editora Cia. das Letras

A leitura compartilhada é mesmo um momento destinado ao contato com a literatura, em que o aluno avança em sua competência leitora para enfrentar obras e autores diversos... mas essa conversa ficará para um próximo post!

E por falar nessa magia a que os livros nos remetem, não podemos esquecer que neste ano haverá a 4ª LIVROMANIA, um momento muito especial para a nossa comunidade escolar. Teremos encontros com escritores e ilustradores, diversas oficinas, atividades e livros selecionados.

Será no dia 25 de abril!  SAVE THE DATE!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

O valor da equipe

Por Theodora M. Mendes de Almeida – Diretora Pedagógica


A escola é feita de pessoas. Aquelas que já fazem parte da equipe há mais tempo ajudam a receber as novas, para integração e nova configuração.

Em todo início de ano somamos talentos. Para trabalharmos juntos durante o ano é preciso que todos se reconheçam como parte da equipe, com suas vontades, seus saberes e dúvidas.

As semanas de encontros para planejamento foram preparadas para garantir as informações e a troca de ideias sobre o nosso Projeto Pedagógico, num ambiente de cooperação. Assim como os alunos, os professores, quando chegam, também vão procurando a sua turma, os seus pares de trabalho, vão se adaptando, se apresentando: Gabriela, Vivian, Márcia, Thiago, Flávia, Alessandra, Maúcha, Fernanda, Thiago, Fernando, Carolina, Regina.

Ao pensar sobre os temas relevantes para a formação da equipe deste ano, logo veio a ideia de trazer o documentário “TARJA BRANCA”, a fim de provocar no grupo de professores de alunos de todas as idades a reflexão sobre a importância do brincar. Ao favorecer a troca sobre as suas experiências como alunos e professores e também como pessoas que brincam, minha intenção era a de garantir a todos que nesta escola não só é permitido, mas recomendável garantir o tempo e o espaço da brincadeira.


Em outro momento, o tema proposto foi o uso das novas tecnologias na escola. Para apresentá-lo, convidamos a professora Rosangela Del Vecchio, educadora, especialista e mestre em Tecnologias Aplicadas à Educação (PUC/SP), que trabalha com formação de educadores, implantação de projetos em sala de aula e faz consultoria para escolas e instituições em projetos de Tecnologia Educacional. Seus conhecimentos sobre as ferramentas disponíveis e suas dicas de aplicação no dia a dia foram valiosos para o planejamento das ações na escola. Foi importante identificar o que já fazemos e o quanto precisamos aprender para ensinar.

O encontro com Daniela Alonso – especialista em educação inclusiva – enriqueceu as discussões que temos feito a respeito do trabalho que podemos desenvolver na escola, pensando na necessidade de incluir a todos. O que determina a lei? O que é possível ser feito? Como criar uma estratégia de trabalho que atenda às necessidades individuais. Estivemos juntos empenhados na busca por respostas e caminhos.

 

O assunto da economia de água trouxe os conhecimentos individuais e informações relevantes sobre como orientar os alunos. Para estes e tantos outros temas importantes que foram sendo trazidos, criamos estratégias diversas, como fazemos com os alunos: momentos de falar, de ouvir, de criar, de pensar, de agir... 

  

E assim, fomos nos conhecendo, fazendo combinados, traçando metas e planejando aquilo que consideramos relevante para a formação de nossos alunos, reconhecendo o valor de nossa equipe para o sucesso desta tarefa. 

E vamos lá, juntos, construir o ano de 2015!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

COMUNICAR É PRECISO

Criamos este BLOG para ampliar a comunicação com as famílias. Nossa intenção foi a de reunir, em textos breves, as nossas ideias e ações pedagógicas de modo a divulgar, esclarecer e contribuir com os pais na educação das crianças e jovens.

Durante todo o ano, muitos outros mecanismos de informação foram utilizados por nós para explicitar nosso trabalho e garantir o entendimento de todos sobre a proposta pedagógica da escola. Mas, entender é apenas o começo. Queremos que as famílias participem, se envolvam e atuem de forma ativa e parceira com a escola.

As Reuniões de Pais, realizadas durante o ano todo, têm o propósito da troca presencial, importantíssima para o fortalecimento dos laços e aberta aos mais variados temas e questionamentos.

As circulares no caderno de recados e nos e-mails,  para a Educação Infantil e o Fundamental 1, procuram informar sobre as ações e necessidades de cada grupo em um tempo mais curto, para que o trabalho aconteça no tempo planejado, informando sobre os projetos, passeios, leituras, etc.

As Redes Sociais também foram utilizadas para divulgar entre a nossa comunidade escolar de agora - e as de outros tempos com nossos ex-alunos queridos, os projetos e as aprendizagens de cada segmento.

Fizemos também pesquisas eletrônicas de opinião a fim de garantir que todos participassem com ideias para a implantação da nova proposta de atividades complementares.

O nosso site traz as informações mais gerais e, para os alunos do Fundamental 2 e Médio, na área restrita, estão as consultas as lições e trabalhos, além da divulgação do boletim trimestral.

Os relatórios individuais e de grupo são instrumentos importantes de comunicação sobre o trabalho. Utilizados pela orientação escolar e nas entrevistas para esclarecer sobre o aproveitamento escolar de cada aluno.

Os eventos são também importantes para comunicar e compartilhar de forma muito prazerosa o que vivemos na escola: Momento da Copa, com conhecimentos e vivências de futebol; Dia das Mães com oficinas pedagógicas sobre os projetos de classe; Festa Junina com a troca de prendas; Dia dos Pais com a oficina de Robótica; Semana das Crianças, com a troca de livros e a Apresentação Final, com homenagem a Dorival Caymmi.

Assim, encerramos este ano tão intenso, repleto de conhecimentos e esperamos ter comunicado da melhor forma todo o empenho, a competência e o carinho de nossa equipe, para oferecer aos nossos alunos o melhor em educação. 

Temos já muitas ideias e intenções para realizar no próximo ano! Pedimos que aproveitem qualquer um destes meios para entrar em contato conosco e oferecer suas contribuições e opiniões para trabalharmos ainda melhor no próximo ano.

Que seja um FELIZ 2015!

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O Ensino de Física no Colégio Hugo Sarmento

O curso de Física do Colégio Hugo Sarmento preza pelo desenvolvimento das mais diversas competências e habilidades por meio de uma proposta pedagógica que apresenta uma Física curiosa, investigativa e atraente para os estudantes. 

Conceitos, leis e fórmulas, tão fundamentais para o curso de física, estão sempre vinculados ao seu uso cotidiano, privilegiando o conhecimento aprofundado dos significados físicos em vez de simples memorizações.

Procurando desenvolver nos estudantes uma postura autônoma, crítica, criativa e ética e com a finalidade de atender ao máximo às necessidades individuais de cada um, as aulas são sempre dialogadas e adotam metodologias variadas. Aulas teóricas, práticas, saídas pedagógicas, desenvolvimento de projetos intra e interdisciplinares são alguns exemplos.

 
Projeto: máquinas do Renascimento

 As atividades práticas, sejam elas reais, realizadas no laboratório e em outros espaços da escola, ou virtuais, realizadas com o auxilio de softwares computacionais, têm presença constante nas aulas de Física. Este tipo de atividade é fundamental para o desenvolvimento cognitivo dos estudantes, pois, possibilita a observação e análise de fenômenos que nem sempre são abordados em aulas teóricas, fazendo com que conceitos complexos sejam internalizados de maneira gradual e significativa. 

 
Atividade experimental: O teodolito e outros métodos para a medição de altura de objetos.

Visitas a museus e parques científicos, universidades, exposições e outras atividades pedagógicas que avançam para além dos muros da escola, possuem um valor ímpar, pois, além de permitirem uma visão global e atualizada das ciências, agregam conhecimentos que não estão previstos nas diretrizes curriculares, mas que são fundamentais para a formação social e humana.

 
Saída pedagógica – visita ao Museu Catavento
 

Pretendendo oportunizar aos estudantes um futuro acadêmico e profissional promissor, tão almejado pela família, não perdemos de vista o foco nos exames vestibulares. O material didático do sistema UNO, que é adotado pela escola, traz muitas informações e exercícios de grandes vestibulares atualizados e que contam com uma plataforma digital excelente. Além das explicações teóricas auxiliadas por recursos tecnológicos e demonstrações experimentais, as aulas em sala são aproveitadas para a resolução de exercícios pelos estudantes. Em alguns momentos, isso é realizado em grupo, para promover a interação social e facilitar a troca de conhecimento entre eles. Em outros momentos, os exercícios são realizados individualmente, para averiguar o conhecimento adquirido por cada um e adaptá-los aos processos seletivos universitários. 

Existem, também, os simulados que são realizados ao longo do ano e seguem os padrões do ENEM e de grandes vestibulares, que vêm com a intenção de familiarizar os estudantes com esse processo seletivo.

O grande diferencial do curso fica por conta dos projetos intra e interdisciplinares que são elaborados ao longo do ano. Norteados por um eixo temático comum a todas as disciplinas, os estudantes aprendem a desenvolver projetos com destaque para os aspectos socioambientais, que têm como objetivo final a construção de um protótipo.

 
Projeto: Pontes
 

Harmonizando ciência, arte e tecnologia, o trabalho que é apresentado durante a mostra se inicia com um processo de pesquisa e planejamento, passando por etapas de estudo, análise, discussão, produção, finalização e apresentação do produto desenvolvido para os demais estudantes. 

Durante a confecção dos experimentos, os estudantes passam a trabalhar em equipe, a manusear ferramentas manuais e elétricas de forma segura, além de lidar com conflitos, aprendendo a achar soluções alternativas para superá-los. 

 

Para além da Física

Durante as aulas experimentais de Física realizadas com o auxílio dos computadores, os estudantes tiveram contato um microcontrolador denominado Arduino, que foi usado para coletar dados e realizar análises experimentais.

Os estudantes perceberam que o Arduino pode ser conectado a diversos sensores e, com isso, realizar a automação de diversos dispositivos eletrônicos. Animados com essa descoberta, resolveram incluir tal tecnologia aos projetos que foram desenvolvidos durante o ano. 

Para isso, precisaram de algumas aulas extras direcionadas para a compreensão sobre o funcionamento do Arduino e de programação, que estão além da matriz curricular do curso de Física, mas muito interligados a ela.

Desse interesse e do afinco que os estudantes demonstram ao trabalhar com os projetos, notamos que existe uma grande disposição por parte deles em aprender temas que estão vinculados à robótica. 

As atividades didáticas propostas para um curso de robótica permitem a introdução de conceitos científicos mais avançados, além de aprimorar as habilidades motoras, o processo criativo, estimular a curiosidade e o espírito investigativo, contribuindo para o aprendizado de conteúdos por meio de atividades lúdicas e contextualizadas.

Buscamos, assim, contribuir para a vivência do trabalho em equipe fortalecida por relações de respeito e ética.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Aprender a falar bem é conteúdo escolar


No nosso dia a dia precisamos nos comunicar de diversas maneiras, pois, escrevemos e falamos o tempo todo. A escrita sempre foi uma das tarefas primordiais da escola, mas, e a comunicação oral? O ensino da língua oral está previsto nos Parâmetros Curriculares Nacionais e deve ser uma prática que prepare os alunos para diferentes contextos de comunicação.

Assim como a escrita, a língua oral está organizada em gêneros – entrevista, seminário, debate, exposição, entre outros. Os alunos aprendem as características e a estrutura própria de cada um. Para que esta aprendizagem aconteça de maneira significativa, o aluno precisa ter um propósito comunicativo: para quem eu vou falar? O que vou falar? Como vou falar. Desta maneira, os alunos desenvolverão sua capacidade de expressão em situações de comunicação.

No nosso dia a dia, as situações de expressão oral são planejadas para que contemplem os diferentes contextos de comunicação que existem em nossa sociedade. Um deles, bastante desafiador, é o de realizar uma exposição oral para um grupo de pessoas, com o objetivo de ensinar / explicar algo. Planejar, organizar sua fala e expressar-se com clareza são objetivos do nosso projeto Ensinando e Aprendendo, realizado no 4º ano. A proposta é a de que os alunos ministrem uma aula para seus colegas sobre um conhecimento adquirido fora da escola como, por exemplo, ensinar uma receita, uma técnica de desenho, uma dobradura, etc.

Além do desenvolvimento das habilidades de expressão, esse projeto tem como objetivos: favorecer o desenvolvimento da autoestima, compartilhar uma habilidade e, principalmente, oferecer ao aluno a oportunidade de vivenciar todas as etapas e procedimentos necessários para a apresentação de uma aula aos colegas de classe. 

Para a realização do projeto, contamos com a parceria das famílias, pois é em casa que os alunos precisam definir seus temas, preparar os materiais e ensaiar. Neste processo, precisam de mais auxílio do adulto, pois, prever a organização do tempo, do material, do discurso e do espaço ainda é uma tarefa difícil. Por isso a escolha do tema deve ser algo possível de ser ensinado no tempo e no espaço previstos. A participação dos colegas também deve ser prevista, por isto a aula pode ter a forma de uma oficina.

Na sala de aula, a professora tem o papel fundamental de incentivar os alunos a encontrar suas habilidades, contando sobre as oficinas anteriores e despertando no grupo a vontade de ensinar e aprender com os amigos. 

Neste ano de 2014 foram realizadas, na classe do 4º ano, 24 aulas/oficinas com diferentes temas e, assim, o grupo teve a oportunidade de vivenciar momentos de muitas descobertas, diversão e aprendizagem.  Os maiores desafios relatados pelos alunos foram: dominar o nervosismo e a administrar o tempo. 

Ao final, cada um realizou uma autoavaliação e pôde refletir sobre o seu percurso, discutir sobre os desafios vividos e ouvir dicas para aprimorarem sua próxima apresentação. O momento de avaliação é sempre importante, pois ela garante que os alunos e o professor possam perceber as conquistas e planejar os próximos passos. 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A Educação Física no Colégio Hugo Sarmento

A Educação Física inserida no projeto pedagógico da escola tem como objetivo principal incentivar os alunos a descobrir suas habilidades e preferências dentro das práticas corporais, dando prazer e sentido a elas, desenvolvendo, assim, o hábito saudável de se exercitar. Esta disciplina deve, progressiva e cuidadosamente, conduzir o aluno a uma reflexão crítica que o leve à autonomia no usufruto da cultura corporal de movimento.

Os conteúdos da disciplina devem adquirir complexidade crescente com o decorrer das séries, tanto do ponto de vista estritamente motor (desenvolvimento de habilidades básicas, combinadas e especializadas), como cognitivo (da simples informação à capacidade de análise, de crítica). Em todas as fases do processo de ensino, deve-se levar em conta os conhecimentos prévios dos alunos, suas características, capacidades e interesses, nas perspectivas motora, afetiva, social e cognitiva.

 

Desta maneira, parte-se do variado repertório de conhecimentos que os alunos já possuem sobre diferentes manifestações corporais e de movimento, a fim de ampliá-los, aprofundá-los e qualificá-los criticamente. Deste modo, espera-se incentivar o aluno, ao longo de sua escolarização e após, que participe e usufrua o jogo, o esporte, a ginástica, a Yoga, reconhecendo e incorporando a atividade física como instrumento de qualidade de vida.

 

A proposta da Educação Física, ao longo de toda a escolarização, é trabalhada de forma espiral e gradativa, com objetivos claros para cada fase do desenvolvimento. Nas séries iniciais do Ensino Fundamental I, os objetivos estão centrados no desenvolvimento e na consolidação das habilidades motoras básicas. Nesta fase, a Educação Física contribui para o desenvolvimento pleno do aluno, considerando que a atividade corporal é um elemento fundamental da vida infantil, e que uma adequada e diversificada estimulação psicomotora guarda estreitas relações com o desenvolvimento cognitivo, afetivo e social.

  

A estratégia consiste na utilização de jogos, brincadeiras de variados tipos e atividades de autotestagem, trabalhos individuais e em grupos, com o propósito de que o aluno vivencie o maior número possível de variações e, por meio delas, se descubra corporalmente. Dessa forma, os conteúdos são organizados de forma crescente, do simples para o complexo, conforme as capacidades motoras, cognitivas e afetivo-sociais da turma. Fica também como objetivo da Educação Física, e das aulas que envolvem práticas corporais, justificar a necessidade do movimento; compreender e conhecer diversos jogos, esportes, ginástica, lutas; entender, respeitar e criticar regras; assimilar o conceito de equipe e cooperação; conhecer e cuidar do próprio corpo, valorizando e adotando hábitos saudáveis como um aspecto básico da qualidade de vida; adotar atitude de respeito mútuo, dignidade e solidariedade na prática dos jogos, lutas e esportes. 

 

A partir do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental, deve-se promover a iniciação em jogos da nossa cultura, aproximando-os dos esportes tradicionais. É importante considerar que, nessa fase, a aprendizagem de uma habilidade técnica deve ser secundária em relação à concretização de um ambiente e de um estado de espírito lúdico e prazeroso, valorizando mais o processo do jogo e não seu resultado. Desta maneira, a adesão do aluno à aula não dependerá somente de sua habilidade física, proporcionando a inclusão na aula de Educação Física. 

 

Durante o ensino fundamental o aluno será incentivado a se expressar corporalmente por meio de brincadeiras, danças da nossa cultura e festivais. O aperfeiçoamento em habilidades específicas e a aprendizagem de habilidades mais complexas devem ser buscados no Ensino Fundamental II, assim como o aprendizado e o conhecimento das modalidades esportivas como o basquete, o handebol, o voleibol e o futebol.

Aprender a competir faz parte da aula de Educação Física 

Não há como negar que o fenômeno social competição esteja presente na escola e na Educação Física escolar. A competição, inserida de modo descontraído nas aulas, encanta e motiva os alunos, além de proporcionar momentos de alegria e cooperação, sendo mais uma oportunidade de desenvolver a criatividade, a socialização, o raciocínio, a coordenação motora, os domínios afetivos e psicomotores. 

 

No contexto da Educação Física, a competição é um dos maiores incentivos para os alunos por proporcionar um desafio individual e coletivo. Ao invés de constituir uma prática excludente, as brincadeiras e os jogos competitivos, quando bem direcionados pelo professor, preparam os alunos para prática esportivas futuras, oportunizando a compreensão da importância e das frustrações associadas a este processo. Dentro de um contexto bem planejado, ela propicia um momento rico para o aprendizado e a melhora da autoconfiança.

A vitória e a derrota são consequências naturais nos resultados das atividades de competição. Saber lidar com estes resultados, organizar-se em grupo e praticar o respeito às diferenças são habilidades sociais que devem ser trabalhadas no ambiente esportivo, a fim de que o aluno possa inserir-se no grupo positivamente e conquistar seu espaço.

Os princípios que norteiam as aulas de Educação Física do Colégio são:

Princípio da inclusão

Mesmo sabendo que a habilidade motora é muito importante para a realização das atividades propostas na aula de Educação Física, os conteúdos e estratégias escolhidos devem sempre proporcionar a inclusão de todos os alunos, incentivado cada um a participar e contribuir conforme sua habilidade, seja ela física, social ou afetiva.

Princípio da diversidade

A escolha dos conteúdos deve, tanto quanto possível, incidir sobre a totalidade da cultura corporal de movimento, incluindo brincadeiras da nossa cultura, jogos, esporte, exercícios e prática de aptidão física, atividades rítmicas, expressivas, a dança e a luta. 

Princípio da complexidade

Os conteúdos devem adquirir complexidade crescente com o decorrer das séries, tanto do ponto de vista estritamente motor como cognitivo.

Princípio da adequação ao aluno

Em todas as fases do processo de ensino deve-se levar em conta as características, capacidades e interesses do aluno, nas perspectivas motora, afetiva, social e cognitiva.