quinta-feira, 11 de julho de 2019

E, com vocês, o Intervalo Musical! Protagonismo dos nossos alunos.

por Siça Arruda - Orientadora Educacional

Estamos vivendo em meio a muitas reflexões sobre a Educação e o modelo convencional  de educar.
A BNCC - Base Nacional Comum Curricular sugere que a Educação Básica brasileira venha contribuir, refletir e orientar no real sentido a preparação das novas gerações para que  construam uma sociedade melhor. Assim, a formação deve visar o desenvolvimento integral dos alunos, para que sejam cidadãos atuantes em valores ligados a ética, democracia , responsabilidade, inclusão, sustentabilidade  e solidariedade.
No nosso âmbito escolar, onde o Projeto Pedagógico já é consolidado na Educação Humanista, acreditamos na promoção do desenvolvimento de crianças e jovens em todas as suas dimensões: cognitiva, física, emocional, social e cultural. Esse direcionamento implica que, além dos aspectos pedagógicos, oferecemos práticas pedagógicas que favoreçam  a amplitude da  capacidade dos alunos em lidar com suas emoções, autoconhecimento, bem estar e relacionamentos interpessoais, criatividade, exercício da cidadania e experiências culturais.
O foco é não somente na transmissão de conteúdos, mas também na construção de relações entre os conhecimentos, desenvolvimento de competências e no protagonismo e engajamento dos alunos.
Para entender melhor esses conceitos: competência é a soma dos saberes adquiridos, habilidade é a capacidade de aplicação desses saberes na vida cotidiana e atitude seria o desejo para usar os conhecimentos e habilidades e, por último, mas não menos importante, vem os valores, que são a aptidão para utilizar os conhecimentos, habilidades com base em princípios universais.
A escola propicia o espaço coletivo onde os alunos, em sua rotina, aprendem sobre si mesmos, convivendo com um outro. Com certeza são experiências significativas que vão além dos conteúdos programáticos. A Base reforça que os alunos sejam protagonistas de seus próprios aprendizados, tendo cada vez mais a participação nos processos de aprendizagem. 
E o que é protagonismo? A palavra protagonismo vem de “protos”, que em latim significa principal, o primeiro, e de “agonistes”, que quer dizer lutador. Podemos definir, a partir desse significado, como a capacidade de enxergar-se como alguém autônomo, ativo e comprometido socialmente em atividades que vão além dos seus interesses individuais, expressando iniciativa e autoconfiança. O aluno protagonista sabe que pode buscar aprender e encontra as diferentes estratégias dessa apropriação, não apenas individualmente, mas agindo de forma  participativa e cooperativa no ambiente escolar.
Com essa convicção de abordagem educacional, é que o momento do Intervalo Musical vem sendo oferecido há muitos anos aqui no nosso colégio, bem antes das indicações da BNCC. Assim como outras atividades, é um espaço dedicado ao protagonismo dos alunos ligados à liderança, respeito, empatia, responsabilidade comunitária, capacidade de tomar decisões, criação, exercício da cidadania e estímulo ao projeto de vida com planejamento do estudante para o futuro.
A preparação do Intervalo Musical é tarefa dada aos alunos do 9º ano. São eles que incentivam a participação dos demais. Como é um intervalo especial que acontece uma vez por mês, sempre na última sexta-feira, tem uma duração mais estendida e conta com a participação e encontro de alunos do 6º ano à 3ª série do Ensino Médio.
A turma do ano passado tinha muita facilidade em lidar com a tecnologia e mixagens de músicas, além da criatividade de apresentação. Chegaram a montar, em um intervalo, uma Rádio, pesquisaram sobre várias atividades e projetos trabalhados desenvolvidos nas diferentes séries e foram contando ao vivo as atividades da escola, depois faziam as propagandas intercaladas com as músicas escolhidas antecipadamente. Ao final do ano, fizeram um microfone em tamanho gigante e passaram para a turma do 8º ano, como forma de convite à responsabilidade. Foi uma surpresa para todos!
Embora receba o nome de Musical, vale ressaltar que são valorizadas as diferentes linguagens e expressões artísticas e culturais e todos que querem podem  participar. É realmente um momento de encontro, alegria, descontração e cultura.
Cada grupo responsável por preparar esse intervalo tem suas características e formas de organizá-lo. O repertório é cuidadosamente selecionado. Nesse palco já tivemos vários talentos como cantores (individual ou grupo), dançarinos, leitores (seja de texto autoral ou de autor escolhido), apresentações com instrumentos, atividades em espanhol e inglês, recital de poemas, entre outros.


  

Neste ano, a turma encarou com vontade o desafio, prometendo desde o início que seriam intervalos inesquecíveis. O desejo de trazer novidades também trouxe uma necessidade maior de organização e integração. Elaboraram um quadro que ficou afixado no mural da sala com as datas mensais já escolhidas para as apresentações. Fizeram as divisões por funções que podem ter rodízios, favorecendo a participação de todos os integrantes da
turma pelas suas preferências e habilidades, como também propiciar a experiência de se descobrir numa função nunca antes vivenciada.


Existem os grupos: do SOM, encarregados da instalação do microfone, caixas, baixar músicas, telão e palco; da DECORAÇÃO, fazem o cenário de acordo com o tema; da DIVULGAÇÃO, passam por todas as salas para falar sobre o tema e estimular a participação dos outros alunos, fazer a inscrição, seleção e acompanhamento dos ensaios dos alunos das outras séries; dos APRESENTADORES, são os que apresentam o intervalo propriamente dito; dos ORGANIZADORES, fazem a organização do script escrito para os apresentadores com as falas e contextualização do tema; de APOIO, que estimula a platéia na hora do intervalo, auxilia na resolução de eventuais problemas no momento da apresentação e a desmontagem do palco e decoração… Essas funções e grupos são escolhidos por eles mesmos de acordo com a necessidade.



  

Além disso,essa mesma turma do 9º ano resolveu incrementar a atividade com Intervalos Musicais Temáticos. Este ano já foram realizados com os temas do “Carnaval”, “Mulheres”, “Brega”, “América Latina”, “Sertanejo” (Festa Junina e Dia dos Namorados) e o próximo, em agosto, já tem nome escolhido: "As músicas que marcaram a história” (diferentes gêneros).



Normalmente alguns alunos participam e se sentem à vontade em repetir a experiência; a ideia é que outros alunos possam aproveitar esse espaço. É um momento muito gostoso de interação e, embora tenham idades diferentes, existe um clima de respeito, admiração e envolvimento pelo outro. A plateia é sempre respeitosa e incentivadora, todos se acomodam para apreciar e aplaudir. 


Embora seja um momento de protagonismo dos alunos, a participação dos professores traz uma aproximação afetiva que eles adoram. Ficam realizados ao verem, por exemplo, o professor de história cantando, o de matemática tocando violão junto com a professora de português do outro segmento, outros tocando pandeiro ou caracterizados. Os professores são a referência e também o encorajamento para que outros alunos se arrisquem. 

   

       


E esse é mais um momento em que a escola propicia a interação de todos. Desta forma, há o protagonismo e o incentivo ao relacionamento de mais proximidade entre jovens e adultos, em que o adulto deixa de ser um mero  transmissor  de conhecimentos para ser um parceiro, um colaborador, um incentivador e um modelo. Assim, o aluno se apropria do conhecimento e da experiência em si, com referências positivas, com um olhar coletivo e plural.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Hora do brincar: território da convivência

Por Laís Henriques e Lígia Calandro Mendes

O ato de brincar faz parte da história da humanidade ao longo dos tempos. Está registrado nas imagens, nos textos literários, nas memórias...


A Semana Mundial do Brincar foi uma iniciativa criada para celebrar o brincar livre como um meio de incentivar o desenvolvimento das crianças e uma forma de permitir que as crianças ampliem sua criatividade e imaginação. Embora seja uma data simbólica, aqui na escola procuramos garantir a diversidade de momentos de brincadeira durante todo o ano.

Entendemos que o brincar é o modo que as crianças têm de se relacionar com os outros e com o mundo, e que a escola pode e deve proporcionar e ampliar essa relação. Por meio da brincadeira a criança se socializa, experimenta possibilidades, cria e lida com emoções.

O brincar amplia o convívio social, pois a criança vivencia diversos papéis nesta hora, o que garante o seu desenvolvimento integral (biológico, cognitivo, moral, emocional, cultural e afetivo)  Enquanto brinca, comunica e elabora seus sentimentos, medos e desejos.

Por isso, acreditamos e valorizamos a brincadeira em diversos momentos da rotina escolar. Os alunos esperam ansiosamente  a hora do recreio para encontrar colegas de outras salas, para correr, escolher brincadeiras, interagir, conversar sobre diferentes assuntos e colocar em prática as brincadeiras planejadas e inventadas. 

“Eu gosto de ouvir as crianças conversando, porque elas são absolutamente como os poetas. Não conhecem obstáculos à sua imaginação.”
Cecília Meireles

A possibilidade de ouvir as crianças, tal como Cecília Meireles coloca, consolida-se, a nosso ver, como um desafio para as relações que se estabelecem entre alunos. Dessa forma, acreditamos que a criança deve ser o sujeito da sua própria brincadeira. 


Para a brincadeira acontecer de forma livre e variada, procuramos  disponibilizar diferentes materiais, como bolas, cordas, perna de pau, tecido, elementos da natureza, giz para riscar amarelinha, entre outros. Um tecido pode se tornar uma cabana, uma capa, um cobertor e o que mais ela quiser criar na hora da brincadeira com seus amigos.

Os espaços escolhidos para as brincadeiras são diversos: a quadra, a areia, o coreto e o morro. Ah, o morro! Esse espaço do colégio é, sem dúvida, o preferido e o mais encantador para os alunos. É lá que acontecem brincadeiras de todos os tipos e gostos, é onde colocam a mão na terra, abraçam as árvores, desenham com giz nas paredes e se encantam com os bichinhos de jardim e os passarinhos.

No dia a dia brincam de pega-pega, pular corda, bambolê, futebol, basquete, casinha, cabana e entre outras criadas por eles, também representam o cotidiano, o que estão aprendendo nos projetos de modo muito criativo.


É visível a interação entre os diferentes anos, que nesse momento dividem o espaço em diversas brincadeiras, no futebol e em outros jogos, dividindo o time, além das brincadeiras inventadas por eles, “paredão”, “turma da Mônica”, entre outras.  

Nesse momento ficamos atentas às diversas brincadeiras escolhidas pelas crianças e mediamos suas relações, ajudando a ampliar as competências socioemocionais ao lidarem com diferentes opiniões, resolvendo os seus conflitos e frustrações.

Enquanto acompanhamos, observamos e interagimos com todos, mas também nos divertimos muito!

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Quatro bibliotecas, quatro histórias, quatro tesouros...

Biblioteca de São Paulo, Biblioteca Alceu Amoroso Lima, Biblioteca Mário de Andrade e Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin

Por Gaby Vignati, Eloisa Liebentritt, Gabriela Duarte e André Judice


Neste trimestre a equipe pedagógica do colégio fez um convite especial aos alunos para conhecer diferentes bibliotecas públicas espalhadas pela cidade de São Paulo.

Conhecer a história da biblioteca, a arquitetura, o acervo, o modo como os livros estão dispostos, o seu público, revela a identidade do lugar e nos transporta para novas possibilidades. Concomitantemente, o propósito de tornar a relação dos alunos com a literatura cada vez mais prazerosa fez parte da intenção do convite da visita à biblioteca. 

As turmas do 4º e 5º anos fizeram, no último dia 27, uma visita à Biblioteca de São Paulo, situada em uma área revitalizada da cidade, o Parque da Juventude. Neste lugar, onde antes havia um presídio marcado por um massacre, surgiu uma biblioteca modelo. Parece até ironia, não é mesmo?

Um prédio moderno com paredes de vidro, decorado com pufes coloridos, muitas atividades, não é um espaço somente de leitura e estudo, mas também de convivência, uma praça cultural.


“A biblioteca era muito diferente das outras, ela tinha computadores, videogames, espaço para jogar bola, mesa de ping-pong...” Diego, 4º ano


“O prédio é muito bonito! Todo de vidro...” Pedro A., 5º ano

A visita foi cheia de surpresas, descobertas e encantamento. Já nos primeiros instantes os alunos se surpreenderam com a história do local e depois... Perceberam que aquela biblioteca era diferente, que não precisavam fazer silêncio e outra novidade foi saberem que em um dos espaços podiam jogar em computadores, brincar e participar de diferentes atividades.

Muitos se encantaram com o espaço de acessibilidade, com a máquina de virar páginas de livros, o computador que aumenta letras, que muda as cores para os daltônicos, os livros em braille, os audiolivros. Conhecer os diferentes recursos tecnológicos para atender às pessoas com necessidades especiais foi de grande aprendizado.


“No andar de cima tem máquinas para pessoas com dificuldade em ler e se mexer!” Sofia M., 4º ano

“O que eu mais gostei foi o audiobook porque desse jeito quem não sabe ler pode ouvir a história toda!” João Gabriel, 4º ano


O momento que os alunos mais apreciaram foi o de explorar todos aqueles tesouros chamados LIVROS nos cantos de leitura por faixa etária, deitar nos pufes estrategicamente colocados entre as estantes, manusear os diferentes livros, conhecer novos títulos e a coleção escrita em árabe.

“...Ficamos livres para ler, eu vi um livro de imagens de animais em corpo humano...” Mariah, 4º ano

“...Tem bastante acervo… livros para adultos e crianças...” Beatriz, 5º ano

“É bem legal o lugar, bem grande e bem divertido.” Lara, 4º ano


Foi uma experiência encantadora e todos ficaram com desejo de fazer uma carteirinha de sócio e ser integrante desse universo. Os interessados podem fazer o cadastro na Biblioteca Villa Lobos, que também vale para retirar livros na Biblioteca de São Paulo.
Professora Eloisa Liebentritt - 4º ano

No mundo atual, onde tudo transcorre na era digital, cabe falar da grande importância e do tesouro humano que se tem na Biblioteca. A sua função vai além de ser um “espaço físico em que se guardam livros”, pois nela estão registrados e preservados os conhecimentos da humanidade, como forma de perpetuação de seus pensamentos e descobertas. Ao entrar em uma biblioteca, adentramos em muitos pensamentos e registros. A biblioteca é um espaço sempre atual, em movimento, visto que tornamos vivas ideias e ideais a cada livro aberto, a cada história lida. Por mais antigo que seja um livro, ao abri-lo damos vida às palavras ali contidas, alimentando o imaginário humano.

Com esse propósito, damos grande importância ao incentivo à leitura, ao livro, à biblioteca, buscando aflorar em nossos alunos o gosto pela literatura, onde os pensamentos podem flutuar por diferentes dimensões e sonhos, como também adquirir e descobrir cada vez mais conhecimentos, pois a biblioteca possibilita percorrer tanto o mundo imaginário como o real.

Pensando na importância que damos à biblioteca, no dia sete de março foi a vez de os alunos do 1°, 2° e 3° anos do Fundamental visitarem a biblioteca pública Alceu Amoroso Lima, que fica próxima ao colégio. Ela foi inaugurada em 1979, por meio de uma solicitação dos moradores do bairro de Pinheiros que queriam ter acesso à boa leitura e informação. 

Hoje ela é reconhecida como uma importante biblioteca temática de poesia, pois tem um andar exclusivo que conta com mais de 31 mil volumes de livros de poesia.

A visita à biblioteca foi apreciada por todos os alunos, despertando de imediato o encantamento pelo espaço e pelo acervo ali colecionado. O fato de não ser apenas uma biblioteca, mas também um espaço de atividades teatrais e muitas outras apresentações, também foi motivo de grande interesse. Os alunos puderam presenciar um ensaio de teatro para idosos. Lá também puderam observar pessoas estudando e até mesmo lendo jornal, como forma de preencher a sua “rotina”, como falaram.

Houve dois momentos muito marcantes na visita: a agitação natural de verem um lugar tão colorido e cheio de tudo o que mais gostam, os livros,  ficando sem saber direito por onde começar, o “explorar” transbordava em seus gestos, até o momento da “calmaria”, onde mergulhavam nas histórias e ilustrações dos livros escolhidos. 


Outro momento especial foi quando descobriram os livros para deficientes visuais. Muitos alunos fecharam os olhos para sentir o que estavam lendo. “Isso é Braille e é assim que se lê”, disse o aluno Henrique fechando os olhos  e passando os dedos pelas folhas, mostrando para os amigos.

Familiarizaram-se com os livros de que gostam e que têm em casa, além de se deliciarem com o acervo de gibis e de poesias! Foram, realmente, momentos de muito encantamento.


Em sala, montamos um relato coletivo como fechamento da visita.


Vale a pena conferir!
Professora Gaby Vignati - 2º ano


Que tal conhecer outras bibliotecas da cidade???

Quem não se encanta com o “mundo” dos livros? Você é capaz de “voar” em livros balões? Assista à animação “Livros voadores de Modesto Máximo” e responda a si mesma(o)!!! 


Conversando com os alunos, fizemos uma proposta para que gravassem seus vídeos sobre suas experiências literárias. Eis que nossos leitores/autores jovens de sexto a nono ano trouxeram suas vivências, autores prediletos e dicas, inclusive sobre outras bibliotecas que eu mesma desconhecia! 

Sim, eles são extraordinários! E sim, conseguem perceber o valioso espaço de uma biblioteca!


Em nossas aulas, que antecederam nossa ida às Bibliotecas “São Paulo” e “Mário de Andrade”, levantamos questões sobre este espaço pouco conhecido para grande parte da sociedade, inclusive raro em muitas escolas, mas que nossos alunos valorizam há tempos. Dentro e fora da escola, suas vivências elucidam a biblioteca com familiares e amigos. Há inclusive aqueles que trazem suas opiniões bem formadas: “Bem, Gabi, nem todas as narrativas de que gosto estão nas bibliotecas, mas eu tenho o costume de ir às livrarias com minha família, então, busco meus autores prediletos nelas”. Assim define o aluno Rafael, do sexto ano. Veja o depoimento dele na íntegra:


Sobre escrever no blog, bem… lendo há alguns dias a crônica de Moacyr Scliar “Histórias de mãe e filho”, o autor traz o seguinte relato:

                                                                            
Berel também era um rebelde. Seu sonho era formar-se em medicina; desde criança ele se interessava por doenças, ajudava a cuidar dos enfermos da aldeia. Chamavam-no “o doutorzinho”. Brincadeira? Não para Berel. Quero ser médico, dizia, custe o que custar. Assim, apesar dos pedidos dos familiares, saíra da aldeia, enfrentando a proibição, e fora para a casa de uns conhecidos em Odessa (cidade da atual Ucrânia).
Mas não entrou na faculdade de medicina. Na verdade, nem chegou a prestar exame; o encarregado das matrículas não teve a menor dificuldade em descobrir que ele era judeu e até o ameaçou:
- Volte para a sua aldeia, judeuzinho, ou eu o denuncio para a polícia.
Berel não voltou para a aldeia. Tinha esperança de, no fundo, conseguir entrar na faculdade (o que nunca aconteceu). Ficou em Odessa.
Lá ficou amigo de um rapaz chamado Isaac Babel, que lhe arrumou um emprego de vigia.
Babel, que depois viria a ser um escritor conhecido, introduziu Barel no mundo dos livros. Um mundo do qual ele nunca mais sairia. Tornou-se um leitor apaixonado. Nos livros, ele dizia, realizo meus sonhos. (...)
(SCLIAR, Moacyr. Histórias de mãe e filho. In:_ Contos e Crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011.).

Essa narrativa, da qual recomendo a leitura na íntegra, e que cativou os alunos na última semana, nos permite pensar sobre esse mundo da leitura tão caro a muitas pessoas e que outras acham inacessível. 

Perguntei aos nossos estudantes se seriam capazes de “voar” em seus livros e saltar para outros mundos em sua imaginação através das literaturas. Em muitos vídeos, alguns disponíveis na Livromania, que ocorrerá em 6 de abril, eles respondem que sim. E há os que desfrutam dessas “viagens” há muito tempo. Será que nós nos permitimos, também, estas aventuras?

Tente!
Professora Gabriela Duarte - Português, Fundamental 2

Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin

A ida à Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin começou logo pela manhã no ponto de ônibus da rua Nazaré Paulista com destino à Cidade Universitária da USP. Embarcamos todos, alunos, professores e coordenação do Ensino Médio no 809U-10 com Bilhete Único ou dinheiro trocado da passagem em mãos para facilitar o trabalho do cobrador, afinal, éramos quase 50 pessoas no transporte coletivo e, além de nós, havia outros passageiros, entre eles muitos estudantes universitários, facilmente identificáveis, pois seguiam com os rostos mergulhados em suas leituras, mesmo com certa agitação provocada pelo nosso embarque.


Começou, assim, a ida ao nosso destino. Mas havia um propósito para isso, pois, antes de embarcamos, um dia antes, cada aluno e aluna escolheu um livro que compunha o antigo acervo da biblioteca do Colégio, para que pudessem deixar pelo caminho a outros leitores, a outros curiosos, a outros estudantes, sobre os assentos do ônibus, no ponto de ônibus, ou entregues em mãos, deixando assim um rastro de conhecimento e de manifestação delicada no gesto de carinho que é doar um livro a quem não se conhece.


Descemos em frente à Biblioteca e nos deparamos com um moderno  edifício, inspirado em conceituadas bibliotecas do mundo, como a Biblioteca Beinecke de Manuscritos e Livros Raros, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e a Biblioteca Sainte-Geneviève, de Paris, na França.  É uma atração à parte esse espaço. Ali os alunos conheceram um pouco da história da Brasiliana da USP, ouviram sobre o seu riquíssimo acervo de obras e estudos sobre o Brasil, visitaram uma exposição, foram à livraria e curtiram a cafeteria do mezanino. Tudo em um único espaço de cultura público, aberto à sociedade.



Em uma única manhã de estudos, os alunos e alunas vivenciaram muitas experiências e performaram ao doarem os livros. Mas, o que ficou marcado foi perceber que muitos deles deixavam transparecer o desejo de estarem ali em breve, de se tornarem universitários. Em breve estarão!   


Professor André Judice - Português, Ensino Médio

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Competências tecnológicas na escola

Por Theodora M. Mendes de Almeida - Tica

Um dos assuntos que mais têm sido discutidos sobre a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) é o desenvolvimento das 10 competências que devem se articular na construção de conhecimentos, no desenvolvimento de habilidades e na formação de atitudes e valores dos alunos de Ensino Básico. 


Entre elas está a Cultura Digital.
Mas você já sabe quais são as competências tecnológicas da BNCC?

O que a BNCC diz: 

Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

Esclarecendo a competência: 

Ela reconhece o papel fundamental da tecnologia e estabelece que o estudante deve dominar o universo digital, sendo capaz, portanto, de fazer um uso qualificado e ético das diversas ferramentas existentes e de compreender o pensamento computacional e os impactos da tecnologia na vida das pessoas e da sociedade. 


A tecnologia não é de forma alguma novidade para os alunos da Geração Z, nascidos entre 1995 e 2010, que hoje estão presentes nas salas de aula.
Considerados nativos digitais, ou seja, pessoas que já nasceram lidando com os diversos meios digitais e internet no cotidiano, essas crianças e adolescentes pertencentes à Geração Z já não enxergam a realidade de maneira separada do mundo virtual. Para eles, mundo online e off-line funcionam como camadas sobrepostas para assimilar conhecimentos, atitudes e relações interpessoais.

Entenda melhor quais são os propósitos da BNCC no que diz respeito à tecnologia para aprendizagem em https://educador360.com/gestao/competencias-tecnologicas-da-bncc/


Gustavo Pugliese - Consultor Pedagógico na Foreducation Edtech - empresa que nos orienta aqui no Hugo na implantação do projeto Google - também nos fala sobre as habilidades dos estudantes nos dias de hoje e o papel da escola, em seu texto Foco no Ser Humano:

“Por que as crianças aprendem tão rápido a manusear o celular e o computador? E já reparou que boa parte das grandes inovações e ideias criativas vêm dos jovens logo no início de carreira? 

Uma transformação significativa que a computação têm passado na última década está na interface que o usuário utiliza. (...) Em partes, isso se deve a uma preocupação crescente, por parte de empresas como o Google, com a acessibilidade do mundo digital. Quando falo em acessibilidade, não é só a acessibilidade para pessoas com deficiência, mas também a acessibilidade para pessoas com diferentes níveis de fluência digital, diferentes idades e diferentes graus de letramento digital.

Prova disso é que grandes universidades como a Universidade de Washington já possuem cursos de graduação e pós graduação em Design & Engenharia centrados no ser humano. Ou seja, são cursos de engenharia computacional que trabalham com a usabilidade e acessibilidade do que é produzido, com a ponte entre ser humano X máquina.

Mais próximo do nosso cotidiano, temos o exemplo claro do WhatsApp e da pesquisa do Google que, embora a maioria nem note, têm muita linguagem computacional complexa rodando por trás. São acessados pelo Brasil afora, mesmo por usuários não alfabetizados ou analfabetos funcionais. Algo impensável com os softwares e equipamentos que existiam há muito pouco tempo atrás. 

(...) É uma tecnologia feita para isso, para ser usada sem que percebamos. É a tecnologia utilizada para a finalidade e não como um meio.

(...) O ambiente Google For Education permite otimizar os processos burocráticos da escola e transformá-los em processos automáticos. Permite ao professor ter braços extras para atuar com cada aluno em cada dificuldade, sem que ele precise de mais tempo para isso, pelo contrário. Permite também que o professor e o aluno possam se concentrar no que realmente importa em sala de aula, que é a interação e a troca de experiências. Tudo isso, sem que as pessoas sequer notem as ferramentas, pois elas entram de modo rápido e fácil na vida escolar para fazer o que elas foram designadas: serem usadas como ferramentas didáticas, não como conteúdo didático.

Antes éramos nós que nos adaptávamos ao computador, fazíamos aqueles cursos de informática no qual ficávamos aulas e aulas aprendendo a copiar e colar pastas, renomear arquivos e criar atalhos na área de trabalho. Desconheço jovens que estão a fazer cursos de informática hoje, salvo em casos especiais. (...) Maior exemplo disso são os chromebooks, que falam a língua das crianças. Para quem já ouviu falar no termo machine learning (aprendizado de máquina), sabe que estamos falando de máquinas aprendendo a nos manusear, e não o contrário. 

Por trás disso, estão aqueles mesmos jovens que são pivôs da inovação em nosso mundo. São aqueles jovens que já foram desde muito cedo imersos nesse ambiente e não precisaram se preocupar com o que não importava. (...) Quando a escola consegue, portanto, naturalizar esse contato com o mundo digital utilizando para isso as melhores ferramentas, pula-se uma série de etapas desnecessárias para que os jovens possam ser curiosos, inventar e inovar.

 

 


Aqui na nossa escola temos acompanhado a evolução do uso das ferramentas tecnológicas a favor da aprendizagem desde a década de 90. 

Ultimamente temos investido muito na formação dos professores para que as aulas sejam complementadas e aprimoradas com o melhor aproveitamento destes recursos.


Temos nos dedicado ao uso das ferramentas Google, especialmente o Google Sala de Aula com os alunos a partir do 5º ano e pensado em propostas mais desafiadoras. Além disso, a interação dos alunos com os professores e entre si podem ainda ser bastante ampliadas, a isto se dá o nome de educação colaborativa.

Além disso, a ética, o combate às fakenews e a segurança na internet são constantemente lembrados no contexto das pesquisas e da busca de novos conhecimentos.

As aulas planejadas podem ser agora compartilhadas com os alunos através das plataformas e ambientes virtuais de aprendizagem, de modo que revejam os conteúdos ou antecipem as discussões que serão feitas em classe acessando o material enviado.

A ideia do mundo maker, da valorização do protagonismo do aluno, de trazer situações em que os alunos são incentivados a buscar soluções criativas, ativando habilidades cognitivas e motoras, além das sociais, fazem parte da chamada educação 4.0. 

Este é um universo que ainda temos que desvendar e temos muito a aprender.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

O aprender contínuo da equipe pedagógica

Por Mônica Ipolito e Rosana Nunes

A principal função do coordenador pedagógico é criar condições para a equipe pedagógica aprimorar suas práticas na sala de aula, com o objetivo de ampliar o desenvolvimento dos estudantes em seu processo de aprendizagem. 

Nóvoa (1995) diz que: “O aprender contínuo é essencial e se concentra em dois pilares: a própria pessoa, como agente, e a escola, como lugar de crescimento profissional permanente”. Para esse estudioso português, a formação continuada se dá de maneira coletiva e depende da experiência e da reflexão como instrumentos contínuos de análise. 

Para garantir o aprimoramento das práticas pedagógicas dos professores de forma contínua e acompanhar os efeitos das novas tecnologias, nosso colégio acredita e investe na formação continuada da equipe de diferentes formas: palestras, reuniões individuais e em equipe , leituras, registros, reflexões, simpósios, visita a museus, etc.

Neste ano iniciamos a semana de planejamento com alguns temas propostos para refletir sobre a nossa prática. O nosso ponto de partida foi conhecer a importância das dez competências da BNCC e associar com o que esperamos dos nossos estudantes, no que se refere aos desafios, potenciais e limites.

Que ser humano queremos formar? Partindo desta pergunta convidamos alguns mestres e doutores da área da educação para refletir, analisar e nos ajudar a tomar novas decisões no planejamento das aulas de 2019. 

O nosso primeiro convidado foi Pedro Santi, psicanalista, mestre em Filosofia pela USP e doutor em Psicologia Clínica pela PUC-SP, professor da ESPM. Para a discussão abordamos  As questões da adolescência nos dias atuais.

Ao invés de dar respostas prontas, Pedro fez muitas provocações para a equipe do que temos oferecido aos adolescentes como, por exemplo, a perspectiva de futuro. Como os jovens podem olhar para o futuro, uma vez que passamos nossa insatisfação com o emprego, casamento, custo de vida… O adulto esquece-se de considerar que é o modelo para essa passagem tão importante da vida. Outras vezes os adolescentes são poupados e protegidos em excesso, o que o torna um indivíduo sem repertório para a resolução de problemas por exemplo.

Pedro destacou também as expectativas dos pais, a perspectiva de emprego, o futuro em aberto para os jovens… Nos dias de hoje a oferta de profissões é grande e os jovens, em sua maioria,  não estão preparados para essa escolha, o que gera angústia e insatisfação. Soma-se a isso a expectativa dos pais que depositam todos os seus sonhos e desejos não realizados e poupam os filhos dos erros que eles próprios cometeram. Dessa forma criam-se jovens que não sabem lidar com as frustrações, é a geração com “falta da falta”.



Nosso próximo convidado foi Hélio de Seixas Guimarães, professor livre-docente de Literatura Brasileira da USP, pesquisador do CNPq e editor da Machado de Assis em linha - revista eletrônica de estudos machadianos - que contribuiu com o seu vasto conhecimento sobre o escritor Machado de Assis. Conhecer melhor os modos como o autor foi sendo lido ao longo dos tempos, discutir o que há no texto do Machado que permite tantas leituras sobre ele, entender todas as questões que agitaram a vida do país do século XIX, foram experiências encantadoras que ajudaram a equipe de professores a adentrarem no universo machadiano. 

Foi um momento de grande aprendizado e resgate do Machado de Assis do tempo da escola. Quem não teve uma boa experiência ao ler as obras do Machado na adolescência, com certeza passou a ver de outra forma. 

Para manter a motivação de todos, continuamos a nossa discussão na biblioteca e trocamos as nossas experiências literárias relacionadas às obras do Machado de Assis lidas nas férias. Foi surpreendente ver os professores motivados e tão íntimos do autor.



Miguel Thompson professor, autor de livros didáticos e diretor executivo do Instituto Singularidades trouxe o tema Um currículo para a cidadania, para isso mostrou a trajetória do modelo de civilização da Antiguidade até os tempos de hoje. Destacou quais competências e habilidades são contempladas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a diferença das disciplinas e dos componentes curriculares exigidos hoje, a importância de se tratar o conhecimento como um todo e não mais em partes.  

Outro ponto interessante que vem ao encontro da identidade do colégio foi a perspectiva de ensinar aos alunos os  "6 C’s" da Educação para o futuro: pensar Criticamente, Comunicar com clareza, trabalhar de forma Colaborativa, abraçar a Cultura, desenvolver a Criatividade e utilizar a Conectividade.

Também levantou questionamentos relacionados à sociedade de hoje, novos tempos e espaços, as relações, os papéis de cada um. Ele nos fez pensar sobre o exercício de estabelecer novas rotas de trabalho com os estudantes e a necessidade de replanejar a aula valorizando a arte do diálogo.


Todos estes momentos foram importantes para a formação da equipe, que por ser diversa, pode lidar com os desafios de forma comprometida. 

Cada vez mais acreditamos na afirmação do Freire (1996, p.43): “É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática”

Para saber mais:
NÓVOA, Antonio. (coord). Os professores e sua formação. Lisboa-Portugal, Dom Quixote, 1995.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Biblioteca, um espaço renovado, de encantamento para todos

por Theodora Maria Mendes de Almeida - Tica

No ano passado, iniciamos uma grande revisão no acervo da biblioteca da nossa escola. Podem imaginar que uma escola que completa 53 anos neste ano acumulou uma quantidade enorme de livros. Muitos foram sendo comprados especialmente para a biblioteca, outros foram herdados, outros ainda doados por pessoas da comunidade escolar, outros tantos trazidos pelas editoras e escritores amigos. Enciclopédias (Barsa, Britânica, Mirador), coleções repetidas de autores diversos (Conan Doyle, Érico Veríssimo, Monteiro Lobato, etc.), além de volumes duplicados de mesmo título, eram alguns dos exageros. 

Chegamos, assim, a mais de 10.000 volumes, o que se tornou um problema não só de espaço, mas também uma dificuldade grande de aproveitar tudo isto efetivamente. Afinal, quantidade não é sinônimo de maior qualidade.

Durante seis meses fomos revendo o acervo e separando livros para crianças da Educação Infantil, livros relacionados aos temas dos projetos, livros para fruição, livros clássicos que são referência na literatura mundial, livros obrigatórios para os alunos do Ensino Médio que são objeto de estudo para o ENEM e os vestibulares.

Para a formação dos professores, temos ainda uma quantidade enorme de livros sobre Educação, Psicologia, Filosofia, Sociologia, História, Geografia, Ciências que estarão à disposição deles na sala dos professores.

No acervo de Arte, temos muitos livros incríveis, que estarão disponíveis para os alunos e professores, no Atelier.


Então começamos a fazer a retirada de livros que já não seriam interessantes por razões diversas. Para isto, contamos com a preciosa ajuda da especialista em Biblioteca Escolar, Fernanda Perez, que fez as primeiras retiradas cuidadosas, levando em consideração a qualidade dos livros, mas também a necessidade de preservar exemplares raros e outros da memória afetiva.


Um dos exemplares mais antigos encontrados por ela foi uma edição de 1909 do livro Histórias sem data de Machado de Assis. Com isto, tivemos a ideia de fazer um projeto que envolveria a todos os alunos da escola, estudando a biografia do autor e explorando todos os seus livros maravilhosos. Começamos já em 2018, um trabalho de encantamento dos professores pelo autor, visitando a exposição dos livros de Machado organizada na Biblioteca da USP e promovendo a leitura de férias com o acervo disponível na escola.


Em 2019, a Livromania - nosso evento bienal de literatura - terá também momentos dedicados à obra deste autor.

Participamos também de um evento sobre a História das Bibliotecas, que recuperou as mudanças no tempo na função deste espaço que foi, aos poucos, se modificando. Se antes era um local para armazenar e cuidar dos livros, hoje entendemos que este é um lugar que visa a democratização do acesso à informação e cultura, um direito de todos.

Buscamos, então, um novo espaço dentro da escola, que foi reformado para receber a nova biblioteca. Contamos com a ajuda de professores e funcionários para selecionar e organizar os livros de forma que ficassem bastante acessíveis aos alunos de todas as idades e também aos adultos que desejarem usufruir do acervo.


Ficamos, agora, com mais de 5000 livros. Um acervo super selecionado e que será muito utilizado. Os livros separados terão vários destinos. Alguns (350) viajarão para o Japão e farão parte de uma biblioteca montada para crianças brasileiras que moram lá, com a ajuda da autora Susana Ventura. Outros tantos serão doados para o projeto Piracaia na Leitura que distribui os livros em casinhas de madeira pela cidade, e outros ainda farão parte da troca de livros na Livromania. Temos ainda o desejo de organizar mais campanhas de doação organizadas pelos nossos alunos durante este ano.

Iniciamos o ano e os alunos e professores adoraram as novidades. O uso da biblioteca como espaço coletivo de prazer e aprendizagem será bastante estimulado durante o ano, ampliando, assim, o repertório de memórias literárias de nossos alunos.



A biblioteca leva o nome da minha mãe - Patrícia Helena Mendes de Almeida -, fundadora da escola e a maior leitora que já conheci. Ela amava os livros e adorava compartilhá-los com todos. Herdei este amor pelos livros e creio que temos conseguido aproveitar e manter esta herança, compartilhando com todos agora de uma forma bem organizada e em um local agradável.